segunda-feira, 30 de junho de 2014

ACABE COM A ANSIEDADE ALIMENTAR

Ela rouba a paz, atrapalha a dieta e leva embora a sua saúde. Veja aqui como driblar essa reação do organismo




O dicionário define ansiedade como comoção aflitiva do espírito que receia que uma coisa suceda ou não; sofrimento de quem espera o que é certo vir; impaciência. Trocando em miúdos, ansiedade é aquele nervosismo que antecede vários momentos da sua vida e que gera sensações estranhas – vazio no estômago, coração batendo rápido, aperto no peito, medo. A finalidade desta reportagem não é que você deixe de sentir ansiedade, mas aprenda a lidar com ela. Afinal, para os especialistas, é uma reação normal do organismo – que só vira problema quando passa a prejudicar o cotidiano. Para que isso não aconteça, atenção para as recomendações de Marco Antonio de Tommaso, psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo.


1 Fazer dieta é uma grande fonte de ansiedade. Dieta está ligada à punição, privação, frustração. É tudo ou nada – você faz e não come ou não faz e devora o que vê pela frente. Troque a dieta por uma orientação nutricional personalizada, equilibrada e saborosa!

2 Não tente abreviar o processo bancando um faquir, pulando refeições ou jejuando para conseguir resultados mais rápidos. Além de não adiantar, sua ansiedade aumentará e você irá direto para o prato. Não fique sem comer por mais de 3 ou 4 horas.

3 É normal sentir ansiedade diante de situações novas e não previstas. Planeje, dentro do seu estilo de vida, horários aproximados e constantes para as suas refeições e pense no que irá comer. Você se acostumará a sentir fome nesses horários.

4 Fome não é catástrofe! Quando ela aparecer, tenha calma. Não ataque o alimento. Aceite a fome tranquilamente, como uma sensação saudável do organismo que você irá satisfazer com a comida que foi planejada. Coma lentamente, saboreie cada bocado, fazendo pausas entre as garfadas. Mastigue bem. Preste atenção na sensação de saciedade e pergunte-se: “ainda estou com fome?”. Se estiver, coma um pouco mais; caso contrário, pare! Coma porque tem fome e não porque há comida disponível.

5 Claro que existem alimentos que devem ser ingeridos com limite, mas não os elimine. Cuidado com alimentos proibidos. Eles dão muita ansiedade e tentação. Depois, geram culpa e sensação de estar tudo perdido. Não tranque a boca! Abra-a com responsabilidade.

6 Pior que sair da dieta é achar que saiu da dieta. A culpa e a sensação de fracasso causam uma baita ansiedade, que pode levar você a comer muito mais. O problema de comer um bombom a mais, por exemplo, é devorar a caixa toda como forma de autopunição.

7 Aceite seus escorregões. Encare esses episódios com serenidade. Caiu? Levanta! Errou? Corrige! Falhas ocorrerão e deverão ser encaradas como oportunidades para aprendizagem.

8 Inclua prazer na sua dieta e no seu estilo de vida. Mudar o estilo de vida é mudar hábitos. E um novo comportamento só vira hábito se for prazeroso. É preciso ter prazer na comida. Uma refeição monótona, ruim e sem gosto leva ao desânimo. Mas atenção: prazer não é quantidade, e sim qualidade. É o tempo que você mantém uma pequena porção de alimento em contato com a papila gustativa.

9 Faça um exercício físico que dê prazer. A melhor atividade é aquela que, mesmo cansada hoje, você sente vontade de fazer amanhã – e não a malhação que é só uma obrigação chata e que você não vê a hora de se livrar.

10 Não fique o dia todo pensando na dieta. Aprimore outros aspectos da sua vida. Divirta-se, leia, encontre seus amigos. Aumente suas fontes de prazer!

11 Reflita: o que você espera do emagrecimento? Não espere resolver todos os seus problemas com uma silhueta mais fina. O desapontamento pode ser grande.

12 Verifique se não há uma ligação direta das dificuldades em resolver problemas no dia a dia com a comida. O único problema que a comida resolve é a fome. Os demais precisam de outras alternativas.

13 Cuidado com os falsos padrões de beleza, que são inatingíveis para a maioria das pessoas. A busca de um falso objetivo vira angústia. Não existe beleza sem saúde e você pode ser bonita, sim, sem renunciar à individualidade. Desenvolva uma identidade estética e seja você mesma!

14 Fuja do mito de peso ideal. Troque-o por peso viável – aquele clinicamente saudável, que a deixa bonita e que é fácil de manter. Respeite o seu tipo físico.

15 Desenvolva a autoestima – caso contrário, ficará sempre ansiosa e insatisfeita. Lembre-se que tão importante como ser ou estar bonita é sentir-se bonita. Beleza é uma questão de imagem e autoimagem.

16 Não tenha pressa para emagrecer. Isso gera ansiedade e frustração. Dá a sensação de que não está dando certo. Daí para o ataque à comida é um pulo.

17 Cuidado com a “balançomania”. Pesar-se toda hora traz um enorme grau de frustração. A flutuação de peso é esperada. Mal interpretada, pode realmente ser angustiante.

18 O estresse é companheiro da ansiedade. Para espantá-lo, pratique atividades prazerosas, encontre formas de relaxamento. Faça aquilo que você pode realmente fazer em determinada situação. Não se preocupe com o que não pode ser feito, isso não adianta nada.

19 Não tenha alimentos de risco em casa. Se você se sentir ansiosa para devorar um chocolate e tiver que sair para comprá-lo, ganhará tempo e o impulso será enfraquecido.

20 Está com problema afetivo, de relacionamento ou sexual? Não pense duas vezes e procure a ajuda de um profissional. Muitas vezes, esses fatores são a causa do excesso de peso. Tratados, geralmente levam ao emagrecimento.

21 Viva o dia de hoje. Ontem já foi e amanhã ainda não veio. Portanto, o tempo é hoje e agora. Valorize o que você faz. Não fique lamentando o que não fez ou o que deveria ter feito.


22 Estabeleça metas viáveis. Por exemplo: começar a caminhar dez minutos todos os dias. Certamente poderá cumpri-las. Propostas do tipo “vou correr 10 km por dia”, se você é sedentária, são descabidas e causam frustração. Gratifique-se a cada meta conquistada!

23 Você deve emagrecer pela sua saúde, pela sua beleza, pela sua vontade – e não para agradar quem quer que seja (namorado, marido, mãe ou pai). Desenvolva uma motivação interna.

YOGA PARA CORREDORES

Aprenda uma série de posturas que equilibra e fortalece os músculos, melhorando o desempenho na corrida






Todo corredor sabe: a saúde dos músculos e a flexibilidade são fatores-chave para atingir um bom desempenho no esporte. Sendo assim, a incorporação da prática do yoga no treinamento pode ajudar e muito!

Cassia Parmeggian, professora e membro da International Yoga Teacher’s Association, explica que, ao incluir o yoga em sua rotina, aliando-o à musculação e aos treinos funcionais, o atleta diminui as chances de desenvolver lesões pelos movimentos repetitivos da corrida. Essas lesões costumam ocorrer quando os músculos que oferecem suporte à passada estão fora de equilíbrio, o que a prática do yoga ajuda a corrigir. A parte central do corpo, o core, também é trabalhada nas posturas de yoga, permitindo que outros músculos, assim como as articulações, não sejam sobrecarregados.

Ao contrário da natureza competitiva da corrida, o yoga ensina a clarificar a mente do atleta, ajudando-o a enfrentar os desafios do esporte e a deixar de lado a questão de vitória e derrota, que, se mal trabalhada, pode prejudicar seu desempenho. Cassia ainda lembra que as posturas permitem, através de seus movimentos coordenados e integrados, uma maior consciência corporal e melhoria da concentração e execução dos movimentos.

Pensando especialmente nos corredores, a professora de yoga desenvolveu uma série de posturas multifuncionais que ajudam a equilibrar os músculos primários e secundários, assim como fortalecê-los. Confira:

BADDHA KONASANA

Benefícios: Alonga e abre os tendões da virilha, que lhe permite aumentar sua amplitude de movimento e tornar a corrida mais eficiente


ADHO MUKHA SVANASANA

Benefícios: Alonga os gluteos, braços e o tendão de Aquiles. Abre o peito e os ombros para melhorar a respiração na corrida.


UTKATASANA

Benefício: Ajuda a alongar e fortalecer as pernas, particularmente os quadríceps e os tornozelos. Também fortalece os ombros e parte inferior das costas


GUERREIRO VIRABHADRASANA I

Benefício:Fortalece e tonifica os braços, pernas e parte inferior das costas. Melhora o equilíbrio do corpo, ajuda a aumentar a resistência




GUERREIRO VIRABHADRASANA II

Benefício: Fortalece e tonifica os braços, pernas e parte inferior das costas. Melhora o equilíbrio do corpo, ajuda a aumentar a resistência


TRIKONASANA

Benefícios: Fortalece as pernas e expande a caixa torácica, ajudando você a respirar mais profunda e facilmente durante a corrida


TADASANA

Benefício: Ajuda a melhorar a postura. Corredores amadores tendem a mover os ombros para a frente e para trás forçando a coluna durante a corrida


CHATURANGA DANDASANA

Benefícios: Fortalece os músculos dos braços, aumentar a força da parte superior de seu corpo, tonifica os abs e a coluna fortalecendo o core melhorando a condição física geral do corredor




FONTE: Ilustrações de Marcelo Parmeggiani

ENTENDA A FOME NOTURNA

Por que muitas pessoas ingerem 50% ou mais das calorias diárias após a última refeição e comprometem a dieta


Márcia, 24 anos, toma apenas café preto pela manhã. Durante o dia, come muito aquém de suas necessidades e, não raramente, passa o dia com meia maçã e um iogurte desnatado. Sente-se fraca, cansada, irritada e ansiosa. À noite devora alimentos ricos em carboidratos e gorduras, perdendo o controle após a primeira mordida. Em curto prazo, recupera a energia e reduz a tensão. Depois, se sente culpada: “Se eu não fizer isso, fico agitada e não consigo dormir”.

Assim como Márcia, inúmeras mulheres ingerem mais de 50% das calorias à noite, após a última refeição, entre 20 horas e 6 horas do dia seguinte – e geralmente alimentos com carboidratos e gorduras. O problema, conhecido como Transtorno do Comer Noturno, caracteriza-se por fome noturna intensa, insônia e falta de apetite na manhã seguinte. Ou seja: dieta de dia, comilança à noite.

Quem apresenta esse transtorno tem o hábito de fazer refeições menores durante o dia, para poupar as calorias que serão consumidas à noite. A alimentação diurna é pobre, com mudança de humor e ansiedade crescente ao longo do dia – esses sintomas, aliados à fraqueza e à fadiga, culminam na fome noturna.

À noite, o alimento é ingerido em beliscadas sucessivas, sendo que muitas pessoas levantam da cama várias vezes para comer e só depois conseguem dormir. É diferente da compulsão alimentar, em que a ingestão de alimento acontece em grandes quantidades de uma só vez.
Em ambos os casos, no entanto, a comida funciona como uma espécie de ansiolítico e antidepressivo.

Os alimentos consumidos, via de regra, são ricos em carboidratos e gorduras, ingeridos praticamente sem mastigar, muitas vezes às escondidas, reduzindo provisoriamente a ansiedade. Posteriormente, há culpa e autodepreciação. E essa culpa só aumenta ainda mais a ansiedade, que leva de novo à comida, que causa culpa, que aumenta a ansiedade… Um círculo vicioso que vai gerar conflitos afetivos, estresse, depressão, isolamento social, rompimentos afetivos e conflitos sexuais.

Mesmo quando a dieta prescreve uma ceia, a pessoa sente medo de ter fome ao deitar e apresenta necessidade de comer alguma coisa antes de ir para a cama. Ao longo do tempo, isso se torna um padrão de comportamento e a dieta passa a ter um semijejum diurno e um autêntico banquete noturno. O problema é que, dessa maneira, fica fácil perder o controle e ingerir muito mais calorias à noite do que as economizadas ao longo do dia. O resultado? Quilos a mais na balança.

Se não for tratado, esse transtorno acaba com qualquer projeto de emagrecimento. O tratamento é interdisciplinar e envolve atendimento psicológico, nutricional e médico. Fique ligada!


FONTE: Marco Antonio de Tommaso é psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo, tendo atuado no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento. Credenciado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade, foi consultor da Unilever e hoje é articulista da revista Boa Forma, além de psicólogo das agências Joy e L’Equipe de modelos.

USE A PSICOLOGIA PARA EMAGRECER

Como o estudo do comportamento pode ajudar você a afinar a silhueta


Não é segredo para ninguém: emagrecer implica em mudar o estilo de vida. Para perder peso, o tratamento básico consiste na alteração de hábitos alimentares e inclusão de atividade física no dia a dia. Ou seja: comer menos e gastar mais energia. Se você fizer isso direitinho, o problema vai ser resolvido. Mas, infelizmente, uma coisa é saber e outra é fazer! A grande maioria das pessoas sabe o que fazer, mas não consegue. Por alguma razão que elas mesmas desconhecem, sabotam a própria dieta: comem fora de hora, beliscam o dia todo, chutam o balde antes de dormir e se sentem culpadas, vivem com uma sensação de derrota. A autoestima, já abalada pelo excesso de peso, despenca.

É aí que entra a psicologia. Para mudar de peso você tem que mudar de comportamento. E mais: emagrecimento não é só mudança de peso. Se não mudar sua relação com a comida, voltará a engordar – se é que vai conseguir emagrecer! Portanto, fique atenta: você sabe o que fazer, tem orientação adequada de médico ou nutricionista e é assaltada por crises de ansiedade e depressão, além de não parar de testar dietas? Hora de checar o que realmente está levando você a comer, contrariando a sua vontade de emagrecer. Alguma coisa inconsciente “não quer” e “não deixa” você atingir suas metas conscientes. Se o problema não for identificado e solucionado, você continuará anos e anos assim – até que um dia será vencia pela obesidade. É isso que você quer?

A solução pode estar, sim, em um tratamento psicológico da obesidade – complementar ao tratamento médico-nutricional. Uma vez por semana, você vai ao consultório de um profissional que conheça bem a área de emagrecimento e de transtornos alimentares para identificar, com a ajuda dele, as emoções que nem a medicina nem a nutrição trabalham… Você vai descobrir que seu excesso de peso pode ser causado por ansiedade, estresse, depressão, problemas afetivos, conjugais, compulsão alimentar… Enfim, vai descobrir o que é que há entre você e seu objetivo – algo individual, já que cada caso é um caso.

A duração do tratamento psicológico depende de cada caso – principalmente da sua reação diante da terapia e da sua perseverança. Mas leve em consideração um fato importante: quanto tempo você levou para engordar? Tenha paciência.

E o que acontece se você não perceber que precisa desse tipo de tratamento? Ficará refém da obesidade. O “inimigo invisível” vai estar sempre por perto, muito mais forte do que você imagina. Por outro lado, identificado e tratado, perde força. Guarde isso: toda vez que houver um conflito entre a vontade consciente (querer emagrecer) e um problema inconsciente (resistência a emagrecer), vencerá o inconsciente. Infelizmente.


FONTE: Marco Antonio de Tommaso é psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo, tendo atuado no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento. Credenciado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade, foi consultor da Unilever e hoje é articulista da revista Boa Forma, além de psicólogo das agências Joy e L’Equipe de modelos.

http://www.suacorrida.com.br/sua-mente/use-a-psicologia-para-emagrecer/

quarta-feira, 11 de junho de 2014

DETERMINAÇÃO


Oi pessoas..estou um pouco sumida né? Mas tinha dado um tempinho, pois andava com a ansiedade a flor da pele...querendo atacar o mundo, principalmente o mundo dos chocolates... estou um pouco controlada agora, então resolvi voltar.. ;-)
Vamos lá.. hoje vou falar de DETERMINAÇÃO, que é o que estou precisando ter no momento não é mesmo? 
Então COMO ANDA SUA FORÇA DE VONTADE? A minha está louca pra ficar na ativa, mas tem hora que ela se descontrola, vem um tal "capetinha" e cutuca ela e deixa-a muito irritada, mas aí com o tempo, o anjinho bonzinho volta e vem trazendo a calma novamente.
Existem estratégias simples para melhorar o autocontrole e intensificar essa disciplina que tanto precisamos.

O que faz você levantar da cama todos os dias quando o despertador toca? Desde a hora de acordar até ir dormir, todos nós estamos lidando com a nossa força de vontade. E quando você passa em frente daquela loja bacana e sente uma vontade danada de entrar, mas breca o impulso porque está economizando para as tão sonhadas férias... Isso também é força de vontade!
Nossa vida é cheia de tentações. Entretanto, pesquisadores vêm sinalizando que é possível treinar o autocontrole - ou seja: a força de vontade parece um músculo, que pode ficar cansado por excesso de uso, mas que também pode ser reforçado para se tornar produtivo.
O que precisa ser feito? Incorporar hábitos saudáveis mantém a força de vontade a mil, por exemplo:

  • Organizar o dia-a-dia: pessoas mais organizadas têm menor probabilidade de enfrentar problemas e imprevistos diários;
  • Usar a calma, mesmo que o mundo esteja prestes a cair: em momentos de crise, é muito difícil adquirir um novo hábito. Escolha períodos tranquilos da sua vida para fazer mudanças;
  • Não postergar: pare de adiar para amanhã o que pode ser feito hoje, deixar tudo para a última hora. Assim, você evita o estresse e a ansiedade;
  • Lembre-se do básico: uma boa noite de sono e uma alimentação saudável são fundamentais para manter a força de vontade em alta.



sexta-feira, 23 de maio de 2014

HÁBITOS ALIMENTARES. O QUE É NECESSÁRIO FAZER PARA MUDÁ-LOS?


Fazer uma única refeição saudável é fácil. Fazer até mesmo três refeições saudáveis em um só dia é tranquilo. Agora, difícil mesmo é fazer mudanças duradouras em sua alimentação.


Para que um hábito possa ser incorporado ou descartado é preciso montar uma estratégia para vencer os obstáculos.
As razões para começar a mudança devem ser pessoais, ou seja, a vontade deve ser SUA, gerada dentro de você e não promovida por outras pessoas, como familiares ou amigos. Você precisa querer mudar! Pense nas razões de forma objetiva: se é para melhorar um problema de saúde específico, ter mais energia e disposição ou emagrecer e ficar mais feliz consigo mesmo.
Depois, pense aonde você quer chegar. Não estabeleça metas impossíveis, mas sim pense em algo razoável e estabeleça um prazo para isso acontecer. Se pretende emagrecer 10 quilos, pense em quanto tempo consegue atingir essa meta. Reflita de forma consciente. Um ritmo saudável de emagrecimento significa, no máximo, quatro quilos por mês.
E, para deixar seu plano à prova de armadilhas, pense em todos os "gatilhos" que podem aparecer ao longo do caminho de modo a atrapalhar seus planos - prepare-se para vencer! Quer um exemplo? Você quer emagrecer e mudar de hábitos, mas convive, no trabalho, com um colega glutão (que ou quem come muito e com avidez). Então, fique longe dele na hora das refeições ou dos intervalos.

E COMO COMEÇAR?


Anote seus motivos em uma folha e coloque-a em lugar visível. Defina a meta e o tempo para chegar até lá - e faça disso outra anotação. Acompanhe seu êxito, destacando as mudanças de peso a cada semana. Estabeleça objetivos de curto prazo - por exemplo, comer frutas cinco vezes por semana ou começar a refeição com a salada; e, a seguir, os de longo prazo, como emagrecer 10 quilos em quatro meses. Em uma espécie de diário, você pode até detalhar seu estado de espírito e/ou se aconteceu algo de anormal durante a refeição. São informações valiosas para reler e avaliar o que realmente funciona (e atrapalha) o seu progresso.

5 DICAS PARA VOCÊ ALCANÇAR SUA META


  • Ao invés de retirar alimentos de sua dieta diária, introduza novos. Acrescente pelo menos uma porção de frutas e salada por dia. Coma mais peixe;
  • Preste atenção no seu modo de comer e em como você se sente. Consegue perceber a diferença quando como melhor e mais tranquilamente?;
  • Diminua gradualmente o teor de açúcar e gordura de sua alimentação. Você vai notar a diferença no paladar;
  • Procure apoio entre os familiares, amigos ou em grupos que atraiam pessoas com o mesmo objetivo para trocar experiências e buscar motivação. Quanto mais apoio receber, mais fácil será para você promover mudanças;
  • E não se esqueça de se recompensar pela sua evolução! Faça o que for preciso para lembrar que está no caminho certo.





terça-feira, 20 de maio de 2014

Mente Magra X Mente Gorda



A maneira como você pensa sobre comida e dieta influencia seu comportamento social e emocional. No livro Pense Magro, a autora Judith Beck lista uma série de pensamentos sabotadores de emagrecimento e manutenção da perda de peso. Descubra a seguir se sua mente é gorda ou magra.

FOME
- Uma mente gorda mal acaba de almoçar e já sente “fome” de comer um chocolate.
- Uma mente magra resiste à tentação: “gostaria de comer um chocolate, mas acabei de almoçar”.

GULA
- Quem pensa gordo se sente triste ao olhar e não comer um alimento hipercalórico ou arranja uma desculpa para comê-lo: “não quero magoá-lo, portanto vou comer o que ela preparou”.
- Quem pensa magro se sente feliz por não comer o que não deveria comer.

QUANDO PARAR DE COMER
- Quem pensa gordo sente compulsão por esvaziar o prato, às vezes até a panela.
- Quem pensa magro come até se sentir satisfeito. Se ainda há comida no prato e a fome passou, cruza os talheres.

QUANTO COMER
- Uma mente gorda não presta atenção no quanto come. É capaz de devorar um pacote de batata frita enquanto vê um capítulo da novela das oito.
- Uma mente magra conhece seus limites. Se exagera em uma refeição come menos na seguinte.

TRISTEZA
- Quem pensa gordo busca refúgio na comida quando se aborrece, está triste ou tem problemas a resolver.
- Quando está chateado, quem pensa magro perde a vontade de comer.

GANHO DE PESO
- Ao ser frustrar com a balança, quem pensa gordo ataca a geladeira, o armário…
- Quem pensa magro passa a pegar mais firme na dieta, reduzindo a ingestão de calorias e aumentando a intensidade dos exercícios.

A FOME DOS OUTROS
- Quem pensa gordo se considera um injustiçado que come menos do que os outros e engorda mais.
- Quem pensa magro aceita as restrições alimentares que precisa adotar para emagrecer sem que isso seja uma tortura.

FIM DA DIETA
- Ao atingir o peso desejado, uma mente gorda dá a dieta por encerrada e, aos poucos, volta a antigos (maus) hábitos.
- Uma mente magra sabe que o controle alimentar é para sempre, mas se permite extrapolar de vez em quando.

10 ESTRATÉGIAS PARA COMEÇAR A PENSAR (E SER) 

MAGRO

1. Anote num papel as razões pelas quais quer ser magro e leia essa lista duas vezes ao dia.
2. Escolha uma dieta nutritiva, que inclua pequenas porções de todos os tipos de alimentos. Planeje o que e quando comer e monitore sua alimentação por escrito, numa espécie de agenda de confrontamento diário.
3. Crie o hábito de fazer refeições sem pressa, prestando atenção ao que come.
4. Pratique exercícios físicos regularmente (três a cinco vezes por semana).
5. Aprenda a diferenciar fome de vontade de comer. Elimine o ato de comer por impulso emocional (tristeza, aborrecimento, felicidade).
6. Aprenda a controlar a ansiedade e esperar pela próxima refeição.
7. Suba na balança toda semana e anote as alterações de peso num gráfico.
8. Escolha um “técnico da dieta” a quem você tem de prestar contas toda semana. Pode ser um especialista ou um familiar.
9. Se autoelogie toda vez que avançar mais uma etapa da dieta.
10. Toda vez que se flagrar fugindo da dieta pare, pense “isso não está certo” e volte ao regime.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

QUANDO COMER VIRA COMPULSÃO



A pessoa sabe que não é fome – afinal não faz muito que se alimentou e a refeição foi satisfatória . Mas de repente vem aquela vontade irresistível de devorar tudo que encontrar pela frente. É uma sensação totalmente incontrolável com desfecho previsível: a pessoa dispara a comer até se empanturar e sentir-se desconfortavelmente cheia. No final, além do mal estar físico, o comedor descontrolado acaba ficando deprimido, envergonhado e um tanto transtornado. O curioso é que não se trata mesmo de fome, mas apenas de vontade de comer. E quando essa vontade surge de forma tão avassaladora, caracteriza um distúrbio que os especialistas chamam de “transtorno do comer compulsivo”, um problema que atinge um terço dos obesos e, como as demais patologias alimentares, está claramente relacionado com as carências psicológicas. 


De alguma forma, toda compulsão, particularmente por comida, revela ansiedade e busca de conforto nos momentos de depressão. O que caracteriza a compulsão alimentar não é a gula, mas a relação emocional que o sujeito tem com o que come.
Muito mais freqüente em mulheres, a doença parece ter relação com os ciclos hormonais femininos: a incidência das crises aumenta no período pré-menstrual, E, como a origem do problema é emocional, fazer regime sem acompanhamento psicológico não resolve, e muitas vezes só piora a situação. Aliás, a maior parte dos comedores compulsivos vive procurando novas dietas, geralmente as mais restritivas. O resultado acaba sendo uma “fome crônica”, aquela insatisfação constante que só faz acionar as crises.
Mas, junto ao apoio psicológico, a reorganização da dieta é evidentemente necessária. Vale lembrar que quem sinaliza a necessidade de comer é o cérebro. E o cérebro não entende de comida, entende de nutrição. 


Uma má alimentação, pobre em nutrientes ou mal combinada, não satisfaz as necessidades do organismo , por maior que tenha sido o volume consumido. Por essa razão o comedor de “fast food” acaba sentindo fome pouco tempo depois de se banquetear com a grande quantidade de calorias e proteínas comumente contidas nos alimentos industrializados. O que o cérebro denúncia é a falta de vitaminas e enzimas tão presentes em alimentos “vivos” – legumes, verduras e frutas, cruas ou próximas ao seu estado natural. Ou seja, alguém pode estar fisicamente robusto e repleto de energia e mesmo assim se sentir como um “saco vazio”, a auto-imagem típica do caráter oral depressivo.
Outra dica para amenizar a compulsão é comer lentamente e mastigar bem, saboreando a comida. De preferência uma garfada de cada alimento separadamente, de forma a fornecer claras informações nutricionais ao sistema e favorecer a assimilação.
É importante se alimentar a intervalos regulares, e não ficar horas seguidas sem comer. Evitar também alimentos muito quentes ou gelados, pois inibem as papilas gustativas e acabam desencadeando crises. E quando sentir vontade de comer, buscar alternativas prazerosas como caminhar, ler, ver um bom filme ou qualquer outra atividade que distraia e dê prazer.


Exercícios respiratórios também ajudam, pois relaxam o diafragma e aliviam a ansiedade. Um excelente exercício para o comer compulsivo, serve também para tabagismo, a compulsão por fumar: inspire lenta e profundamente pelo nariz, dilatando o ventre; na expiração, vá encolhendo o ventre e elevando o diafragma enquanto exala o ar suavemente pelos lábios quase cerrados. Experimente por 5 minutos e sinta a diferença!
Por Rachel Barros

REEDUCAÇÃO ALIMENTAR - OS PILARES DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

De acordo com a orientadora alimentar Rachel Barros, ter bons hábitos alimentares é sinônimo de boa saúde. “Nós somos o que comemos”, diz, enfática. Convencida dos benefícios da anti-dieta, uma linha alimentar que não prevê a contagem de calorias dos alimentos e sim uma mudança de postura em relação à nutrição, Rachel explica que há cinco princípios a serem observados: ‘qualidade’, ‘quantidade’, ‘quando e como comer’ e, ainda, ‘combinações alimentares’.
“Mesmo podendo sofrer algumas variações, já que para cada pessoa corresponde uma dieta nutricional, estes princípios vão servir de parâmetros confiáveis para uma alimentação saudável”, explica.
Para o item qualidade, a sugestão é, sempre que possível, dar preferência aos alimentos naturais em lugar dos processados industrialmente à base de aditivos químicos. O organismo tem dificuldade em assimilar e excretar componentes sintéticos, que vão se acumulando no corpo e causando doenças.
Mesmo sendo orgânicos, os alimentos de origem animal, principalmente as carnes e laticínios, também devem ser consumidos com equilíbrio. “O consumo dessas fontes protéicas, que produzem grande quantidade de resíduos tóxicos, exige cuidadosa avaliação”, afirma.
Em relação ao critério quantidade, a dica é simples: levantar da mesa satisfeito, mas nunca com o estômago completamente cheio. “Em geral, a cada refeição, comemos três vezes mais do que é necessário. Sair da mesa com um pouquinho de fome é o ideal, pois, quando o processo digestivo for iniciado, o restinho da fome irá embora”, ensina.
Com relação a ‘quando comer’, a anti-dieta divide o dia em três partes: ciclo de ingestão (que vai do meio-dia às 20h), ciclo de assimilação, entre 20h e 4h, quando nada deve ser consumido) e ciclo de eliminação (que vai das 4h ao meio-dia, período para ingestão de frutas frescas e sucos).
Além da correta mastigação, no item ‘como comer’, a indicação é ter tempo para as refeições e evitar o tal “não comi, engoli”. Não consumir líquidos durante as refeições e evitar excessos de sal e açúcar completam a lista de recomendações a serem seguidas. Segundo os critérios da anti-dieta, as combinações alimentares tambem são muito importantes, porque a digestão é uma das funções do corpo humano que mais consome energia .
“Os problemas causadas por uma má alimentação vão se acumulando no corpo, que, um dia, vai cobrar essa conta. Como vai estar esse organismo em alguns anos, se a gente não tiver tempo para se alimentar adequadamente?”, alerta Rachel. 


Por Rachel Barros

A melhor entrevista do Dr Lair Ribeiro sobre NUTRIÇÃO

Vale muito a pena assistir esse vídeo do Dr. Lair Ribeiro